Como ganhar dinheiro desenvolvendo apps

Como ganhar dinheiro desenvolvendo apps

Geral­mente escre­vo aqui no blog sobre desen­volvi­men­to de apps, ensi­no a cri­ar apps para Smart Tvs da Sam­sung e LG. Sem­pre ten­to incen­ti­var os leitores e alunos a ini­cia­rem no desen­volvi­men­to de apps por ser uma área ain­da com poucos e bons profis­sion­ais e que de fato pode dar muito din­heiro. Claro que jamais diria para que você ape­nas começasse a pro­gra­mar apps pelo din­heiro, mas obvi­a­mente, se dá para unir o útil com o agradáv­el, porque não?

A grande dúvi­da é: como gan­har din­heiro com aplica­tivos? Mas infe­liz­mente não há ape­nas uma respos­ta e feliz­mente há diver­sas maneiras difer­entes, que se adap­tam mel­hor a cada tipo de app, públi­co, etc. Exis­tem inúmeros posts na Inter­net sobre mon­e­ti­za­ção de apps, falan­do de redes de anún­cios, ven­da de dig­i­tal goods, cobrança por down­load e or aí vai. Não quero ser mais um dan­do as mes­mas dicas, então vou falar da min­ha exper­iên­cia como desen­volve­dor de apps para empre­sas e te ensi­nar como gan­har din­heiro rap­i­da­mente com isso.

Obvi­a­mente você já terá de ter con­hec­i­men­tos bási­cos como desen­volve­dor (HTML, CSS, Java, etc..) de apps para con­seguir din­heiro nes­sa área, mas o legal do que vou te mostrar é que pode esque­cer gan­har $0.99 por down­load ou $0.05 por clique em ban­ner, estou falan­do de alguns mil­hares de R$ por app que vai lhe tomar 20–40h de esforço por pro­je­to.

Desenvolvendo Apps para Terceiros

Desen­volver apps para ter­ceiros não é difí­cil. Não pre­cisa ter uma ideia mirabolante, você pode pegar só tra­bal­hos que se ade­quem ao seu nív­el de exper­iên­cia e ain­da por cima, a cur­to pra­zo paga muito mel­hor do que um app tradi­cional (que gan­ha cen­tavos com anún­cios ou down­loads). Mas como fun­ciona?

Basi­ca­mente alguém ou algu­ma empre­sa te con­tra­ta com algu­ma deman­da. Eles te dão um brief­ing do pro­je­to, você faz um orça­men­to e se tudo der cer­to o cliente apro­va, às vezes exigin­do a assi­natu­ra de um ter­mo de con­fi­den­cial­i­dade e cessão de dire­itos autorais do pro­je­to. Você vai desen­volver o pro­je­to em casa mes­mo e ao tér­mi­no, irá entre­gar o códi­go-fonte e o app pron­to à ele para rece­ber o paga­men­to.

Par­tic­u­lar­mente eu sem­pre gan­hei din­heiro com apps assim, é a maneira mais ráp­i­da e fácil de gan­har quan­tias intere­santes, como alguns mil­hares de R$, em pouco tem­po de tra­bal­ho, de um final de sem­ana a uma sem­ana, em média.

Se soa estran­ho tra­bal­har de casa para grandes empre­sas, sai­ba que são exata­mente as grandes empre­sas que mel­hor se ade­quam à esse mod­e­lo de tra­bal­ho. Reuniões são feitas via Skype e geral­mente elas cos­tu­mam lig­ar diari­a­mente ou dia-sim/­dia-não para saber sobre o anda­men­to do pro­je­to, em alguns casos man­ten­do uma planil­ha ou uma série de doc­u­men­tos com­par­til­ha­dos entre os mem­bros do pro­je­to (você, quem lhe con­tra­tou, quem está pagan­do pelo pro­je­to, etc) para todos terem mais vis­i­bil­i­dade. Não tem mis­tério, e dá para tra­bal­har sim, sem grandes estru­turas.

Mas como ser “descober­to” pelas empre­sas como um pro­gra­mador de apps?

Arranjando freelas

A grande dica para quem dese­ja começar como desen­volve­dor free­lancer, é se cadas­trar no maior número de sites de free­lanc­ing que encon­trar, como Freela.com.br, GetNinjas.com.br e Prolancer.com.br, e se tiv­er Inglês avança­do, no Workana e no Freelancer.com. Todos ess­es sites per­mitem que você fil­tre quais tipos de tra­bal­ho dese­ja rece­ber por e‑mail e você não é obri­ga­do a faz­er nen­hum tra­bal­ho muito com­plexo ou que não se sin­ta con­fortáv­el.

Só isso pode não bas­tar, então coloque essa infor­mação no seu per­fil do LinkedIn e de repente tire aque­la imagem genéri­ca de pôr-do-sol ou de cachor­ro da capa do seu Face­book e coloque um ban­ner ofer­e­cen­do seus serviços lá. Se tiv­er um blog exce­lente, escre­va a respeito de desen­volvi­men­to de aplica­tivos.

Out­ra ideia é ser con­heci­do pelas agên­cias dig­i­tais. Toda vez que uma empre­sa grande quer um app, ela não abre os clas­si­fi­ca­dos do jor­nal para ver se alguém quer desen­volver pra ela. Ela con­tra­ta uma agên­cia de pub­li­ci­dade ou uma agên­cia dig­i­tal, que são empre­sas que tocam deman­das lig­adas à mar­ket­ing, desen­volvi­men­to e redes soci­ais para out­ras empre­sas. Diver­sos apps que eu fiz vier­am de indi­cação de pes­soas que eu con­heço den­tro dessas agên­cias, que geral­mente ter­ce­i­rizam a parte do desen­volvi­men­to para pes­soas exter­nas, como eu. Assim, dê uma procu­ra­da na Inter­net por essas agên­cias (pro­cure ter­mos como agên­cia de pub­li­ci­dade, agên­cia dig­i­tal e pro­du­to­ra dig­i­tal) e mande email pros caras, ofer­e­cen­do os seus serviço.

Mas e se eles me per­guntarem quan­to irá cus­tar o app, o que eu digo?

O quanto cobrar?

Cobrar por desen­volvi­men­to de soft­ware é uma arte. Não vou men­tir, já fiz muito pro­je­to quase de graça, mas tam­bém já fiz muito pro­je­to no mel­hor esti­lo “cus­to Brasil”. Cobrar vai muito além de cal­cu­lar as horas que você acha que vai levar e mul­ti­plicar pelo seu val­or hora. Tem a ver com tipo de pro­je­to, difi­cul­dade, taman­ho do cliente, etc. Só para dar um exem­p­lo, se um cliente grande como LG, Sam­sung bate à sua por­ta queren­do um app, e você cal­cu­lar que vai demor­ar 20h pra faz­er e cobra R$1000 porque sua hora cus­ta R$50 atual­mente, eles não vão fechar com você. Eles vão fechar com alguém que cobre uns R$3.000 deles, no mín­i­mo (R$150/h), porque querem um profis­sion­al, não um amador. Repare que o preço está asso­ci­a­do à per­cepção de qual­i­dade da entre­ga.

Ago­ra, se o cliente é o padeiro da esquina, que quer ter um app pra con­tro­lar o estoque de far­in­ha, ele não vai quer­er pagar R$2.000 pra isso, pois geral­mente soft­wares de comér­cio genéri­cos cus­tam menos de R$1.000. Estou usan­do exem­p­los sim­ples e pouco pre­cisos, ape­nas para você enten­der mel­hor. Mas então, o quan­to cobrar?

Se estiv­er usan­do as platafor­mas de free­lancers que men­cionei antes, o próprio cliente estip­u­lará o val­or-lim­ite do pro­je­to, ou seja, se quis­er ser aceito (se achar que vale a pena e que sabe faz­er o que ele pede), terá de dar um “lance” den­tro desse orça­men­to. Obvi­a­mente tem clientes muito sem noção, que querem um What­sApp pagan­do R$500, ou um Uber pagan­do R$2.000.

Se não estiv­er usan­do as platafor­mas aci­ma, ou mes­mo com elas, terá de exper­i­men­tar, ver o cál­cu­lo que fun­ciona para você. Como eu faço? Bem, faz­er apps não é min­ha ocu­pação prin­ci­pal, então encaro como hora extra (+50% do val­or hora que rece­bo no meu serviço). Se for faz­er no final de sem­ana, a hora extra é dobra­da (x2 o val­or hora). Se for em uma época que estou muito ocu­pa­do, cos­tu­mo aumen­tar ain­da mais, para faz­er valer a pena o stress de tocar mui­ta coisa ao mes­mo tem­po, bem como se for um pro­je­to muito cha­to, onde por exem­p­lo, não vou apren­der nada de novo. Estip­u­la­do isso, cal­cu­lo quan­tas horas vou levar em cada tela e/ou fun­cional­i­dade do app, para mul­ti­plicar pelo val­or hora que desco­bri antes e chegar no preço final. Coloque mais uns 50% para cobrir testes, cor­reção de bugs, ajustes que o cliente vai pedir e desafios que vai encon­trar que não havia pre­vis­to e voilá, temos um cál­cu­lo mais ou menos pron­to que você pode usar.

Exem­p­lo práti­co: José tra­bal­ha de dia e faz apps de noite, como free­lancer. Ele gan­ha R$1600/mês em seu tra­bal­ho, ou R$10/h, e como faz apps à noite (hora extra de 50%), ele vai cobrar R$15/h. José pega um pro­je­to de app de TODO List (lista de tare­fas), onde tem uma tela de listagem de tare­fas, que ele acha que faz em 4h, e uma tela de cadas­tro de tare­fa, out­ras 4h. Ele ain­da vai ter de cod­i­ficar algu­mas class­es Java, prin­ci­pal­mente a que conec­ta com o ban­co, total­izan­do umas 12h de tra­bal­ho. José vai adi­cionar 50% mais horas para os testes e ajustes e cobrar ao todo 18h de tra­bal­ho ou R$270 por esse app. Uma pech­in­cha!

Out­ra dica para cobrar mel­hor, é usar a geoar­bi­tragem ao seu favor, ou seja, vender seus serviços ape­nas para quem pode pagar mais, que está em um local mais favore­ci­do que o seu. Sites inter­na­cionais de free­lancer (como o freelancer.com) per­mitem que você oferte seus serviços para país­es especí­fi­cos, como EUA por exem­p­lo, receben­do em dólar. Se o José vendesse o mes­mo app para um amer­i­cano, ele pode­ria con­vert­er os R$270 em U$270 dólares (o José não está nem aí pro câm­bio atu­al) e fat­u­rar R$891 com o mes­mo app!

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