Transformação Digital: 8 fundamentos para Impacto

A trans­for­mação dig­i­tal começou meio que sem ninguém perce­ber, bem lenta­mente… Depois, muito de repente! A inter­net com­er­cial é de 1995. Quem já esta­va acor­da­do por lá con­segue notar o quan­to de mudanças ela trouxe para a sociedade e os negó­cios. Às vezes, até que não percebe­mos, porque ela é tão per­va­si­va que a gente pen­sa que quan­do nasce­mos ela já esta­va por aí. Mas pare um pouco e pense. Lem­bra do telegra­ma? Eu usei algu­mas vezes, para dar parabéns ou enviar felic­i­tações para pes­soas queri­das e dis­tantes. Dis­tante tam­bém, com a inter­net, ficou rel­a­ti­vo.

Pense mais um pouquin­ho. Como com­prá­va­mos músi­ca? Livros? E como assistíamos seri­ados? E aque­les pro­du­tos que não achá­va­mos em lugar nen­hum, onde achamos hoje? Humm, tem algo mais recente e polêmi­co: como chamá­va­mos um táxi?! As mudanças são gigantes e o alcance ilim­i­ta­do. Por con­ta da dig­i­tal­iza­ção, vamos encon­trar neste tem­po setores que se trans­for­maram com­ple­ta­mente, e out­ros que des­pare­ce­r­am com­ple­ta­mente.

A redução de cus­tos com­puta­cionais, o com­par­til­hamen­to e o amp­lo aces­so às tec­nolo­gias dig­i­tais acel­er­aram todo um proces­so de trans­for­mação de orga­ni­za­ções e mer­ca­dos. Enquan­to antes era pre­ciso con­cen­trar recur­sos para ter efi­ciên­cia de coor­de­nação, hoje, em muitos casos, isso é resolvi­do por um App. Na ver­dade, o dig­i­tal em suas diver­sas ondas trouxe para per­to de zero o cus­to de transação na tro­ca de val­or na sociedade. E não se tra­ta ape­nas de mudanças na ofer­ta, já que orga­ni­za­ções inteiras estão sendo com­ple­ta­mente ree­scritas para con­tin­uarem sendo rel­e­vantes. O dig­i­tal nos negó­cios ago­ra não é mais para otimiza­ção, mas para trans­for­mação.

Para qual­quer orga­ni­za­ção, de qual­quer setor, o tema Trans­for­mação Dig­i­tal é pre­mente. E prin­ci­pal­mente para aque­las empre­sas que estão em setores cujo vol­ume de receitas ultra­pas­sa 20% no dig­i­tal. Para estas, segun­do Paul Proc­tor, anal­ista do Gart­ner, quem ain­da não se ini­ciou no assun­to talvez seja mel­hor começar a pen­sar na respos­ta à rup­tura do negó­cio, ou numa estraté­gia de saí­da.

Dana­do é achar que é só mais uma tec­nolo­gia. A Trans­for­mação Dig­i­tal, na ver­dade, tem diver­sos aspec­tos. Eu gos­to da abor­dagem que uti­lizamos no CESAR, que procu­ra enten­der o fenô­meno e as mudanças que ele opera sob oito per­spec­ti­vas:

1- Cul­tura & Pes­soas: é a per­spec­ti­va do ser humano em relação às mudanças na era dig­i­tal, tan­to no papel de líder-autor das trans­for­mações como no de instru­men­to nas novas con­fig­u­rações das sociedades e dos negó­cios, com foco em práti­cas de ino­vação e empreende­doris­mo trans­for­mador den­tro das orga­ni­za­ções;

2- Con­sum­i­dores: a vida em rede e o novo ecos­sis­tema de comu­ni­cação mudaram a for­ma de nos rela­cion­ar­mos. A jor­na­da do con­sum­i­dor, o mar­ket­ing dig­i­tal, brand­ing e e‑branding são essen­ci­ais para enten­der, cap­turar e sat­is­faz­er o novo con­sum­i­dor dig­i­tal;

3- Con­cor­rên­cia: na era dig­i­tal, as fron­teiras da com­petição já não são mais as mes­mas. Mes­mo as empre­sas mais dili­gentes e preparadas podem sofr­er com ataques de com­peti­dores mais ágeis, ines­per­a­dos e assimétri­cos;

4- Ino­vação: a ino­vação tem out­ros méto­dos e proces­sos. Saí­mos de um mun­do onde as empre­sas desen­havam e lançavam soz­in­has seus pro­du­tos no mer­ca­do para um mun­do de cocri­ação e de con­tínua exper­i­men­tação. A regra é apren­der rápi­do! E ino­var con­tin­u­a­mente;

5- Proces­sos: procu­rar enten­der como as empre­sas se envolvem dig­i­tal­mente com fornece­dores e estão propen­sas a usar soft­ware para geren­ciar suas oper­ações inter­nas, otimizar o uso de ativos físi­cos e os rela­ciona­men­tos com clientes e fornece­dores;

6- Mod­e­los de Negó­cios: as tec­nolo­gias dig­i­tais são fer­ra­men­tas que per­mitem aces­sar novos mer­ca­dos e encon­trar novas maneiras de crescer. Mod­e­los de negó­cios assimétri­cos são os prin­ci­pais agentes de dis­rupção de negó­cios esta­b­ele­ci­dos. Enten­der e mod­e­lar novos mod­e­los de negó­cios a par­tir da jor­na­da da Trans­for­mação Dig­i­tal é essen­cial para a sobre­vivên­cia das orga­ni­za­ções;

7- Dados: são de extrema relevân­cia para a estraté­gia e toma­da de decisões das orga­ni­za­ções atu­ais. Mas pou­cas sabem como extrair val­or deles e, ao mes­mo tem­po, asse­gu­rar os dire­itos int­elec­tu­ais em ativos dig­i­tais, a pri­vaci­dade e a segu­rança dos con­sum­i­dores;

8- Tec­nolo­gias: por fim, para ter suces­so na era dig­i­tal, as orga­ni­za­ções pre­cisam ir além de con­hecer as tec­nolo­gias dig­i­tais (como IoT, Big Data e Inteligên­cia Arti­fi­cial) e se empoder­ar delas, pois con­stituem a força da com­petição.

É, por­tan­to, com base nes­tas 8 per­spec­ti­vas da Trans­for­mação Dig­i­tal que lançamos a nova série do CESAR Reports. Fique aten­to, aguarde os próx­i­mos arti­gos. Será imperdív­el!

Eduar­do Peixo­to 
Coor­de­nador do Pro­gra­ma Exec­u­ti­vo de Gestão de Negó­cios na Era Dig­i­tal (www.cesar.school/gned)

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