Carros conectados podem ser hackeados?

Mui­ta gente não vê a hora de entrar em um car­ro autônomo. Infe­liz­mente, os hack­ers tam­bém estão ansiosos para explo­rar as fraque­zas dos aplica­tivos pre­sentes nos car­ros tec­nológi­cos.

De “cor­ri­das fan­tas­ma” — como o que ocor­reu na Aus­trália, onde um homem fez mais de 30 cor­ri­das de graça em um aplica­ti­vo de com­par­til­hamen­to — a roubo de veícu­los e con­t­role de car­ros, o número de ataques mul­ti­pli­cou por seis nos últi­mos qua­tro anos, de acor­do com uma pesquisa da empre­sa de ciberse­gu­rança Upstream Secu­ri­ty. A Bloombergsele­cio­nou os maiores riscos:

Rodas hack­eadas
Algu­mas empre­sas já estão aumen­tan­do as medi­das de segu­rança envol­ven­do os car­ros conec­ta­dos, como a Daim­ler AG, cujo serviço de com­par­til­hamen­to Car2Go teve várias con­tas hack­eadas. O número de car­ros conec­ta­dos deve dobrar, alcançan­do 775 mil­hões até 2023, segun­do um estu­do feito pela Juniper Research. Isso deve incluir fer­ra­men­tas como aber­tu­ra das por­tas sem chaves, aplica­tivos que con­tro­lam a tem­per­atu­ra inter­na do car­ro à dis­tân­cia e conexão com smart­phones via blue­tooth.

“Cada novo serviço conec­ta­do a um veícu­lo é um pos­sív­el pon­to de entra­da para os hack­ers”, diz a Upstream em seu relatório. “O pior cenário inclui per­da de lucra­tivi­dade para as empre­sas, roubo e prob­le­mas com a pri­vaci­dade dos dados.”

Com­par­til­hamen­to
Mon­ta­do­ras como a Mer­cedes-Benz e a Toy­ota estão em bus­ca de serviços dig­i­tais como nova fonte de recei­ta. Isso tam­bém é vis­to como uma for­ma de acom­pan­har a con­cor­rên­cia com serviços semel­hantes ao Uber. Algu­mas empre­sas estão con­stru­in­do ou tes­tando platafor­mas de com­par­til­hamen­to de car­ros com­bi­nadas a aplica­tivos para encon­trar pos­tos de car­rega­men­to de car­ros elétri­cos e esta­ciona­men­tos.

Essas platafor­mas de com­par­til­hamen­to, con­tu­do, não têm a pro­teção ade­qua­da, con­cluiu a Kasper­sky Lab após tes­tar 13 aplica­tivos na Rús­sia, Europa e Esta­dos Unidos. A maio­r­ia deles aceita­va sen­has fra­cas, não tin­ha pro­teção con­tra engen­haria rever­sa e não con­seguia impedir ataques de phish­ing.

Dados: o alvo dos hack­ers
Os prin­ci­pais alvos dos hack­ers são os dados e o roubo de car­ros. Na cor­ri­da con­tra os ciber­crim­i­nosos, as mon­ta­do­ras reg­u­lar­mente con­vi­dam espe­cial­is­tas em soft­ware para tes­tar seus sis­temas. As cor­ri­das fan­tas­ma podem até ser rel­a­ti­va­mente inofen­si­vas, mas os ataques podem se tornar mais perigosos com o tem­po.

Em 2015, a Fiat Chrysler fez um recall de 1,4 mil­hão de car­ros e cam­in­hões após a revista Wired pub­licar uma reportagem sobre pro­gra­madores que havi­am con­segui­do tomar o con­t­role de um Jeep Chero­kee. O Uber intro­duz­iu um proces­so de login em dois pas­sos após hack­ers na Chi­na usarem con­tas fal­sas para faz­er cor­ri­das de graça.

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