Bill Gates exibe cocô para demonstrar sua nova tecnologia sanitária

Bill Gates exibe cocô para demonstrar sua nova tecnologia sanitária

O fun­dador da Microsoft Bill Gates tin­ha as mãos ocu­padas quan­do subiu ao pal­co durante um even­to em Pequim, na Chi­na, nes­ta terça-feira: car­rega­va um pote com fezes humanas. O obje­to fez parte do seu dis­cur­so na exposição Vaso San­itário Rein­ven­ta­do, um even­to de apre­sen­tação de novas tec­nolo­gias que podem evi­tar a propa­gação de doenças.

A Fun­dação Bill & Melin­da Gates já gas­tou mais de US$ 200 mil­hões em pesquisas nes­sa área, nos últi­mos sete anos.

O pote de fezes, aler­tou Gates, pode­ria con­ter “nada menos que 200 tril­hões de rotavírus, 20 bil­hões de bac­téria Shigel­la e 100 mil ovos de ver­mes par­a­sitas”.

“Eu pre­ciso admi­tir: uma déca­da atrás, eu não pode­ria imag­i­nar que um dia saberia tan­ta coisa sobre cocô”, brin­cou Bill Gates, na con­fer­ên­cia. “Eu defin­i­ti­va­mente nun­ca pen­sei que a Melin­da pre­cis­aria me pedir para parar de falar sobre vasos san­itários e deje­tos fecais na mesa de jan­tar.”

O bil­ionário da tec­nolo­gia aju­dou a abrir o even­to de três dias na Chi­na — onde o líder Xi Jin­ping tornou a chama­da “rev­olução do ban­heiro” uma pri­or­i­dade políti­ca.

Estavam em exibição vinte pro­du­tos san­itários de pon­ta, todos eles des­ti­na­dos a rev­olu­cionar as tec­nolo­gias san­itárias, sep­a­ran­do líqui­dos de sóli­dos e elim­i­nan­do sub­pro­du­tos nocivos.

“A questão não é mais se podemos rein­ven­tar o vaso e os sis­temas san­itários”, falou Gates. “A questão é quão rap­i­da­mente essa nova cat­e­go­ria de soluções de pon­ta será uti­liza­da em larga escala”.

Segun­do Gates, as invenções exibidas na exposição são “os avanços san­itários mais sig­ni­fica­tivos em 200 anos”.

Falta de saneamento básico é crise crônica

De acor­do com a Orga­ni­za­ção Mundi­al da Saúde, 2,3 bil­hões de pes­soas ao redor do mun­do ain­da não têm aces­so a insta­lações san­itárias bási­cas. Isso pode provo­car doenças como cólera, diar­reia e dis­en­te­ria, que matam cen­te­nas de mil­hares de pes­soas a cada ano.

“Em país­es ricos, nós temos uma rede san­itária que traz água limpa, leva emb­o­ra a água suja e, na maio­r­ia dos casos, há uma unidade de trata­men­to do esgo­to”, disse Gates.

“À medi­da que surgem novas cidades, com muitas pes­soas mais pobres, essa rede san­itária não foi con­struí­da — e é prováv­el que jamais seja. Então, a questão é: é pos­sív­el proces­sar deje­to humano sem um sis­tema de esgo­to?”

A Fun­dação Bill & Melin­da Gates declar­ou que espera que os novos ban­heiros sejam imple­men­ta­dos primeiro em esco­las e edifí­cios res­i­den­ci­ais, até que os cus­tos caiam e se tornem acessíveis em residên­cias indi­vid­u­ais.

“Você está econ­o­mizan­do todos os gas­tos com água e pro­du­tos de proces­sa­men­to (do esgo­to). Mas nós ain­da temos de reduzir o preço em cer­ca de 10 vezes — isso não é atípi­co para mer­ca­dos de novos pro­du­tos”.

Nes­sa viagem, Gates tam­bém com­pare­ceu à primeira feira de Impor­tação-Expor­tação da Chi­na, em Shangai, em um momen­to de ten­são nas relações entre os Esta­dos Unidos e a Chi­na. Os dois país­es, que são as duas maiores econo­mias do mun­do, estão no meio de uma guer­ra com­er­cial.

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