Prêmio que apoia mulheres cientistas anuncia sete vencedoras de 2018

Prêmio que apoia mulheres cientistas anuncia sete vencedoras de 2018

Estu­dos sobre trata­men­tos menos inva­sivos para obtenção de célu­las-tron­co empre­gadas no trata­men­to da asma grave levaram a médi­ca e pro­fes­so­ra Fer­nan­da Cruz, da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio de Janeiro (UFRJ), a ser uma das sete pesquisado­ras que tiver­am seus pro­je­tos escol­hi­dos para o prêmio do pro­gra­ma Para Mul­heres na Ciên­cia, uma ini­cia­ti­va da Unesco Brasil, da Acad­e­mia Brasileira de Ciên­cias e da empre­sa de cos­méti­cos L’Oréal Brasil.

O prêmio faz parte do pro­gra­ma que tem o mes­mo nome, cri­a­do em 2006, para inter­ferir na trans­for­mação do panora­ma da ciên­cia no país, bus­can­do o equi­líbrio dos gêneros e incen­ti­van­do a entra­da de jovens mul­heres no uni­ver­so cien­tí­fi­co. Em cada uma das 13 edições o prêmio foi con­ce­di­do a sete jovens pesquisado­ras de diver­sas áreas de atu­ação, que recebem tam­bém uma bol­sa-auxílio de R$ 50 mil.

Fer­nan­da val­oriza tan­to a hom­e­nagem quan­to o recur­so do prêmio que vai apoiar sua pesquisa. “Hoje, para gente con­seguir uma ver­ba como essa, é muito difí­cil, prin­ci­pal­mente para pesquisado­ras jovens como eu, sem falar tam­bém que é um incen­ti­vo para os nos­sos alunos e para os nos­sos cole­gas que estão na mes­ma fase de car­reira. É impor­tante para todo mun­do”, disse a médi­ca, que é pesquisado­ra do Lab­o­ratório de Inves­ti­gação Pul­monar (LIP) do Insti­tu­to de Biofísi­ca Car­los Cha­gas Fil­ho da UFRJ.

A pesquisado­ra se ded­i­ca ao estu­do de trata­men­to dos prob­le­mas res­pi­ratórios crôni­cos com ter­apia de célu­las-tron­co. “Eu desen­vol­vo novas estraté­gias para o trata­men­to de doenças res­pi­ratórias crôni­cas, uma delas é de uti­liza­ção de célu­las-tron­co. O pro­je­to pre­mi­a­do foi visan­do fontes menos inva­si­vas de extração dessas célu­las para o trata­men­to da asma. Em vez de extrair essas célu­las da medu­la óssea, o estu­do pesquisa se a gente pode extrair das célu­las do sangue que é uma fonte menos dolorosa e incô­mo­da para o paciente”, infor­mou.

Pro­je­tos de saúde
O Para Mul­heres na Ciên­cia é divi­di­do em qua­tro cat­e­go­rias: Ciên­cias da Vida, Quími­ca, Matemáti­ca e Físi­ca. Este ano, o pro­gra­ma de estí­mu­lo à par­tic­i­pação da mul­her na ciên­cia brasileira bateu recorde de par­tic­i­pações. Foram reg­istradas 524 inscrições, 34% a mais do que em 2017. Os tra­bal­hos foram avali­a­dos por uma comis­são jul­gado­ra for­ma­da por profis­sion­ais de destaque das áreas cien­tí­fi­cas.

A maio­r­ia dos pro­je­tos de pesquisa escol­hi­dos são da área de saúde. Além da pesquisa de célu­las-tron­co de Fer­nan­da Cruz, tiver­am pro­je­tos pre­mi­a­dos as pesquisado­ras Angéli­ca Vieira, da Uni­ver­si­dade Fed­er­al de Minas Gerais (UFMG), biólo­ga que estu­da a resistên­cia a antibióti­cos; Ethel Wil­helm, da Uni­ver­si­dade Fed­er­al de Pelotas (UFPel), bio­quími­ca ded­i­ca­da ao tema do envel­hec­i­men­to pop­u­la­cional e causas de dores nes­ta faixa etária; e Sab­ri­na Lis­boa, bio­médi­ca da Fac­ul­dade de Med­i­c­i­na de Ribeirão Pre­to, que bus­ca ter­apia efi­caz para pacientes com Transtorno de Estresse Pós-Traumáti­co.

Tam­bém foram pre­mi­adas, Jaque­line Soares da Uni­ver­si­dade Fed­er­al de Ouro Pre­to (UFOP), físi­ca que estu­da o uso do tal­co min­er­al para tornar próte­ses ortopédi­cas e den­tárias mais resistentes; Luna Lomona­co, do Insti­tu­to de Matemáti­ca e Estatís­ti­ca da Uni­ver­si­dade de São Paulo (IME/USP), que se ded­i­ca ao estu­do do Con­jun­to de Man­del­brot, um dos frac­tais mais con­heci­dos; e a quími­ca Nathalia Lima, da Uni­ver­si­dade Fed­er­al de Per­nam­bu­co (UFPE), que bus­ca solução para uma questão que afe­ta a econo­mia brasileira e a engen­haria civ­il, que é o cur­to pra­zo de val­i­dade do cimen­to.

 

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