Crise, país perdeu 70,8 mil empresas em 2016 e dispensou de 1,6 milhão

Crise, país perdeu 70,8 mil empresas em 2016 e dispensou de 1,6 milhão

Em meio à recessão econômi­ca, o Brasil reg­istrou fechamen­to de 70,8 mil empre­sas no ano de 2016, segun­do o lev­an­ta­men­to Demografia das Empre­sas e Estatís­ti­cas de Empreende­doris­mo, divul­ga­do pelo Insti­tu­to Brasileiro de Geografia e Estatís­ti­ca (IBGE).

O sal­do total de empre­sas ficou neg­a­ti­vo pelo ter­ceiro ano con­sec­u­ti­vo, com uma que­da de 1,6% em relação a 2015. Ao todo, havia 4,5 mil­hões de empre­sas ati­vas em 2016, que ocu­pavam 38,5 mil­hões de pes­soas, sendo 32,0 mil­hões de assalari­a­dos e 6,5 mil­hões de sócios ou pro­pri­etários. Em relação ao ano ante­ri­or, porém, o pes­soal assalari­a­do encol­heu 4,8%, o equiv­a­lente a 1,6 mil­hão de tra­bal­hadores a menos, a segun­da que­da segui­da.

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Em 2016, a taxa de entra­da das empre­sas, que mede a pro­porção de empre­sas aber­tas no ano em relação ao uni­ver­so total de empre­sas caiu pela séti­ma vez con­sec­u­ti­va, chegan­do a 14,5%, o menor val­or da série históri­ca ini­ci­a­da em 2008, ou 463,7 mil novas empre­sas. Já a taxa de saí­da, que mostra a relação entre o número de empre­sas que fecharam as por­tas e o total de empre­sas exis­tentes cresceu de 15,7% em 2015 para 16,1% em 2016, o equiv­a­lente a 719,6 mil empre­sas encer­radas.

Naque­le ano, 38,0% das empre­sas que nasce­r­am em 2011 ain­da estavam ati­vas no mer­ca­do, resul­ta­do infe­ri­or às taxas de sobre­vivên­cia de empre­sas nasci­das nos anos ante­ri­ores da pesquisa, entre 2008 e 2010. As ativi­dades com as mais altas taxas de sobre­vivên­cia de empre­sas foram Saúde humana e serviços soci­ais (55,8%) e Ativi­dades imo­bil­iárias (49,4%).

Já a taxa de sobre­vivên­cia do comér­cio; reparação de veícu­los auto­mo­tores e moto­ci­cle­tas foi a mais baixa após cin­co anos de ativi­dades, 36,1%. Entre­tan­to, o setor teve um sal­do pos­i­ti­vo de 81,1 mil pes­soas no pes­soal ocu­pa­do assalari­a­do. O comér­cio é a ativi­dade com o maior número de empre­sas ati­vas, 1,9 mil­hão.

Con­sideran­do todo o uni­ver­so de empre­sas ati­vas, 20.998 delas eram con­sid­er­adas de alto cresci­men­to em 2016, ou seja, aumen­taram o número de empre­ga­dos em pelo menos 20% ao ano, em média, por três anos con­sec­u­tivos, e tin­ham 10 ou mais pes­soas ocu­padas assalari­adas no ano ini­cial de obser­vação. Ao todo, as empre­sas de alto cresci­men­to, tam­bém chamadas de empreende­do­ras, ocu­pavam 2,7 mil­hões de pes­soas assalari­adas. Mas hou­ve pio­ra em relação ao ano ante­ri­or, com redução de 18,6% no número de empre­sas de alto cresci­men­to e que­da de 23,6% no pes­soal ocu­pa­do assalari­a­do.

As empre­sas empreende­do­ras rep­re­sen­tavam ape­nas 0,9% dos esta­b­elec­i­men­tos com tra­bal­hadores assalari­a­dos em 2016, mas empre­gavam o equiv­a­lente a 8,3% dos ocu­pa­dos em empre­sas. As três prin­ci­pais ativi­dades econômi­cas com empre­sas empreende­do­ras foram comér­cio; reparação de veícu­los auto­mo­tores e moto­ci­cle­tas (25,9%); indús­trias de trans­for­mação (18,2%); e ativi­dades admin­is­tra­ti­vas e serviços com­ple­mentares (11,7%).

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