Bumble quer abrir capital para se tornar maior que o Tinder

Bumble quer abrir capital para se tornar maior que o Tinder

O grupo respon­sáv­el pelo aplica­ti­vo de namoro Bum­ble está avalian­do uma ofer­ta públi­ca ini­cial nos EUA como parte do plano de se trans­for­mar na maior empre­sa de paque­ra do mun­do, segun­do o fun­dador Andrey Andreev.

“Esta­mos atual­mente em dis­cussões bas­tante apro­fun­dadas com ban­cos” como o JPMor­gan Chase, disse Andreev, na terça-feira, em entre­vista. “A ven­da seria real­iza­da na Nas­daq. Está sobre a mesa há tem­pos, mas a análise séria ocor­reu ape­nas recen­te­mente — no últi­mo mês.”

Jes­si­ca Fran­cis­co, por­ta-voz do JPMor­gan, que tem sede em Nova York, preferiu não comen­tar.

Andreev, 44, é acionista majoritário da dona do Bum­ble, a Rim­berg Inter­na­tion­al, uma hold­ing que tam­bém con­tro­la o aplica­ti­vo de encon­tros gay Chap­py e o Badoo, que tem sede em Lon­dres e é o maior aplica­ti­vo de encon­tros do mun­do em número de usuários, com mais de 400 mil­hões.

Andreev, que fun­dou o Badoo em 2006, espera que o IPO ajude sua empre­sa a super­ar a dona do Tin­der, a Match Group, como empre­sa de encon­tros mais valiosa do mun­do. Andreev disse que a recei­ta pode chegar a US$ 400 mil­hões neste ano, o que rep­re­sen­ta menos de um terço do total de US$ 1,33 bil­hão reg­istra­do pela Match no ano pas­sa­do.

O Bum­ble seria a “mar­ca prin­ci­pal” de um pos­sív­el IPO, que não será real­iza­do neste ano, disse. “Somos mel­hores que a Match, somos mais jovens que a Match e esta­mos crescen­do mais rap­i­da­mente que a Match”, disse Andreev, cuja par­tic­i­pação majoritária lhe garante patrimônio

líqui­do de mais de US$ 800 mil­hões. “Como somos mais jovens e mais rápi­dos, mere­ce­mos uma cap­i­tal­iza­ção de mer­ca­do mel­hor.”

Jus­tine Sac­co, por­ta-voz da Match, com sede em Dal­las, preferiu não comen­tar.

Andreev fun­dou o Badoo depois de vender empre­sas dig­i­tais na Rús­sia, seu país natal. Ele aproveitou parte do din­heiro lev­an­ta­do com os empreendi­men­tos para inve­stir no Bum­ble, o aplica­ti­vo de encon­tros no qual as mul­heres tomam a ini­cia­ti­va

nas conexões het­eros­sex­u­ais. Ele abor­dou a fun­dado­ra do Bum­ble, Whit­ney Wolfe Herd, em 2014 depois que ela deixou o Tin­der, empre­sa proces­sa­da por ela por assé­dio sex­u­al.

O Badoo investiu US$ 10 mil­hões para aju­dar Wolfe Herd a cri­ar o Bum­ble, dan­do ao grupo de Andreev uma par­tic­i­pação de mais de 75%. Hoje, o Bum­ble tem 41 mil­hões de usuários, mais que o dobro de um ano atrás, segun­do um por­ta-voz.

“O Bum­ble está viran­do uma lou­cu­ra”, disse Andreev. “O Bum­ble já está na Ale­man­ha e está crescen­do 500 por cen­to ao mês lá.”

Em um setor que pro­duz con­tin­u­a­mente novos pro­du­tos de nicho, Andreev está bem posi­ciona­do para mel­ho­rar sua sorte, disse Andrei Hag­iu, pro­fes­sor asso­ci­a­do da Esco­la de Negó­cios Que­strom da Uni­ver­si­dade de Boston.

“No ano que vem haverá algu­ma nova tendên­cia em aplica­tivos de namoro”, disse Hag­iu. Andreev pode “aproveitar sua posição, como fez com o Bum­ble”.

E ele está fazen­do exata­mente isso. Em 2017, Andreev aju­dou a fun­dar o Chap­py, um aplica­ti­vo de namoro para gays, que foi relança­do no mês pas­sa­do com foco nos EUA. No mês pas­sa­do, Andreev anun­ciou no Insta­gram que havia investi­do no Lumen, um aplica­ti­vo de encon­tros para pes­soas com mais de 50 anos.

“É assim que ele está se tor­nan­do o Zucker­berg dos aplica­tivos de namoro”, disse Hag­iu. “Não com ape­nas um Face­book, mas com vários Face­books.”

 

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