Você sabia que a depressão reduz seu rendimento salarial

Você sabia que a depressão reduz seu rendimento salarial

A depressão reduz o rendi­men­to salar­i­al das mul­heres em até 22%, uma vez que as vio­lên­cias físi­ca, psi­cológ­i­ca e sex­u­al aumen­tam a fre­quên­cia de casos da doença no Brasil, apon­ta estu­do real­iza­do pela econ­o­mista Fer­nan­da Sei­del Oliveira, da Uni­camp (Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inas).

A pesquisa, real­iza­da com base em dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Insti­tu­to Brasileiro de Geografia e Estatís­ti­ca), mostra tam­bém que o salário de mul­heres com depressão chega a ser 20% infe­ri­or ao de profis­sion­ais saudáveis do mes­mo gênero.

A prob­a­bil­i­dade de tra­bal­hado­ras com depressão procu­rarem tra­bal­ho tam­bém cai 10%, uma vez que muitas delas ficam prostradas em casa.

Segun­do Fer­nan­da, a pesquisa mostra que as mul­heres que sofr­eram vio­lên­cia são as mais suscetíveis à depressão. Com isso, “ficam tristes e per­dem von­tade de sair de casa, o que afe­ta a pro­du­tivi­dade no tra­bal­ho e blo­queia a pos­si­bil­i­dade de gan­hos maiores ou pro­moções”, expli­ca.

O lev­an­ta­men­to da Uni­camp desta­ca que esse impacto psi­cológi­co é mais fre­quente em profis­sion­ais autôno­mas e menor nas fun­cionárias públi­cas, por con­ta da maior esta­bil­i­dade no emprego.

“A econo­mia se debruça pouco sobre a questão da depressão e da saúde men­tal. Existe o estu­do do impacto da saúde na pro­du­tivi­dade. No entan­to, a depressão é vista como uma doença menor”, crit­i­ca a pesquisado­ra da Uni­camp.

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