Entenda como é trabalhar em startup no Brasil

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Entenda como é trabalhar em startups no Brasil

A pro­du­to­ra Smar­ty Talks lança no Insta­gram nes­ta quin­ta-feira (02/08), o doc­u­men­tário “Emprego dos Son­hos. Ou Não! (Star­tups)”. Com 16 episó­dios de um min­u­to cada, a pro­dução tem o obje­ti­vo de ampli­ar o debate acer­ca de uma polêmi­ca planil­ha com­par­til­ha­da em maio no Google Dri­ve e cujo títu­lo resum­ia um pouco do que bus­ca­va explo­rar. O doc­u­men­to “Como é tra­bal­har em uma start­up” reúne depoi­men­tos anôn­i­mos de fun­cionários de star­tups sobre os basti­dores dessas empre­sas no Brasil.

As declar­ações cole­tadas para o doc­u­men­tário trazem à tona questões dis­cu­ti­das no doc­u­men­to, como baixos salários, assé­dio moral e sex­u­al, prob­le­mas de gestão, entre out­ros.

Segun­do Diego Mon­teiro, sócio da pro­du­to­ra e ide­al­izador do pro­je­to, o filme con­tribui para desmisti­ficar o sen­so comum em torno do ambi­ente de tra­bal­ho nas star­tups. “Quer­e­mos mostrar os dois lados da relação entre empre­ga­do e star­tups, dis­cutin­do um pouco como é tra­bal­har neste mer­ca­do. Com os depoi­men­tos, troux­e­mos uma visão con­cil­i­atória da dis­cussão que con­s­ta nes­ta planil­ha, mostran­do como lidar com a situ­ação. Nos­so propósi­to é deixar o reg­istro para que todos os profis­sion­ais do seg­men­to pos­sam debater mais sobre o assun­to e tomar decisões”, pon­tua.

O CEO da RankMyApp, Lean­dro Scalise, em um dos depoi­men­tos do filme, con­ta que, nos últi­mos qua­tro anos, a mídia jogou a expec­ta­ti­va das star­tups lá para cima, e, “as próprias star­tups quis­er­am vender o con­ceito de que tudo é uma mar­avil­ha”. Para ele, a questão salar­i­al, recla­mação recor­rente na planil­ha, tam­bém tem seus con­trapon­tos. “Uma start­up geral­mente não con­segue com­pe­tir com o salário de uma grande empre­sa. Então, ela pre­cisa com­pe­tir de out­ras for­mas, talvez com um plano de car­reira acel­er­a­do, que é o que a gente faz”, rev­ela.

Já a respon­sáv­el pela área de Cul­tura e Pes­soas da RankMyApp, Gabriela Spri­ci­go, expli­ca que as star­tups acabam não sendo tão difer­entes de ambi­entes mais tradi­cionais em relação ao machis­mo e ao assé­dio. “São coisas que você não espera encon­trar em um ambi­ente tão ino­vador e é uma questão que aparece muito quan­do você anal­isa a planil­ha”, comen­ta.

João Alber­to, colab­o­rador da RankMyApp, reforça a ideia de que “muitas empre­sas peque­nas querem pas­sar uma imagem de que são super ino­vado­ras, com um mod­e­lo hor­i­zon­tal, onde não há hier­ar­quia, mas, na real­i­dade, pare­cem um ban­co dos anos 70”, expli­ca.

Para quem sem­pre son­hou em tra­bal­har em escritórios com jogos, redes, pufes col­ori­dos, bib­liote­ca, plan­tas, espaço para cachor­ros, lounge com refrig­er­ante e cerve­ja, além de um cli­ma moti­vador, colab­o­ra­ti­vo e com alto grau de ino­vação e infor­mal­i­dade, vale a pena assi­s­tir ao doc­u­men­tário, que está disponív­el no Insta­gram da Smar­ty Talks, no per­fil @smartytalks.

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