Apple: consumidor não é produto

Apple: consumidor não é produto

A pro­teção de dados pes­soais é um assun­to que pas­sou a pre­ocu­par os Esta­dos Unidos des­de o escân­da­lo da Cam­bridge Ana­lyt­i­ca, que envolveu o Face­book. Por con­ta dis­so, o con­gres­so do país decid­iu ques­tionar o trata­men­to dos dados de usuários feito por grandes empre­sas de tec­nolo­gia, entre elas a Apple. Ao menos no dis­cur­so, a empre­sa fun­da­da por Steve Jobs mostrou uma pos­tu­ra mais próx­i­ma à defe­sa de seus con­sum­i­dores e dos dados que cir­cu­lam no iPhone

“Acred­i­ta­mos que a pri­vaci­dade é um dire­ito humano fun­da­men­tal e cri­amos nos­sos pro­du­tos e serviços para min­i­mizar proposi­tal­mente nos­sa cole­ta de dados dos con­sum­i­dores. Quan­do cole­ta­mos dados, somos trans­par­entes sobre isso e tra­bal­hamos para desas­so­ciá-la do usuário”, afir­mou Tim­o­thy Powed­er­ly, dire­tor de negó­cios gov­er­na­men­tais da Apple, em uma car­ta de 19 pági­nas em respos­ta ao con­gres­so.

“O con­sum­i­dor não é nos­so pro­du­to e nos­so mod­e­lo de negó­cio não depende da cole­ta de vas­tas quan­ti­dades de infor­mações iden­ti­ficáveis pes­soal­mente para enrique­cer per­fis dire­ciona­dos à pro­pa­gan­da”, asse­gurou a Apple.

A empre­sa ain­da deu respostas sobre como proces­sa dados ref­er­entes à local­iza­ção, que são crip­tografa­dos e não asso­ci­a­dos à Apple ID ou ao nome dos usuários. Falou tam­bém do uso do micro­fone do iPhone, que suposta­mente não é usa­do para bis­bil­ho­tar na vida dos usuários – o que a assis­tente de voz Siri ouve não é com­par­til­ha­do com out­ras empre­sas.

Porém, aplica­tivos de ter­ceiros podem cole­tar cer­tos dados, se baix­a­dos e uti­liza­dos no celu­lar. Entre eles estão con­tatos, fotos, dados de saúde e de recon­hec­i­men­to de voz.

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