Facebook desaba por onda de pessimismo

Facebook desaba por onda de pessimismo

As ações do Face­book desabaram quase 20% nes­ta quin­ta-feira (26/07) e levaram a empre­sa a reg­is­trar a maior que­da diária em val­or de mer­ca­do da história dos Esta­dos Unidos. Os papéis foram afe­ta­dos pelo resul­ta­do finan­ceiro da com­pan­hia e pelas pre­visões para os próx­i­mos meses, que frus­traram os investi­dores.

É a primeira vez que uma empre­sa perde mais de US$ 100 bil­hões em val­or de mer­ca­do.

Os investi­dores rea­gi­ram mal após o Face­book infor­mar que sua margem de lucro cairá pelos próx­i­mos anos dev­i­do aos cus­tos para mel­ho­rar a pri­vaci­dade.

As ações do Face­book recuaram 18,96% na Nas­daq, um tombo que reduz­iu o val­or de mer­ca­do da com­pan­hia na bol­sa em cer­ca de US$ 120 bil­hões, o equiv­a­lente ao Pro­du­to Inter­no Bru­to (PIB) da Ango­la (US$ 119,43 bil­hões) ou quase qua­tro vezes o val­or de mer­ca­do da rival Twit­ter.

Com o resul­ta­do des­ta quin­ta-feira, o pres­i­dente-exec­u­ti­vo do Face­book, Mark Zucker­berg, sofreu uma per­da de cer­ca de US$ 16 bil­hões em seu patrimônio, desta­ca a agên­cia Reuters. O val­or é equiv­a­lente à for­tu­na da 81ª pes­soa mais rica do mun­do, o empresário japonês Takemit­su Tak­iza­ki, segun­do rank­ing da revista Forbes.

Aumen­to de cus­tos
Na véspera, o Face­book anun­ciou um lucro líqui­do 31% maior no segun­do trimestre, de US$ 5,1 bil­hões, enquan­to a recei­ta subiu 42%, para US$ 13,2 bil­hões. Por out­ro lado, a gigante da inter­net aler­tou para a desacel­er­ação no cresci­men­to de suas receitas no 2º semes­tre.

O Face­book tam­bém aler­tou os investi­dores para esper­arem um grande cresci­men­to nos cus­tos por causa de esforços para resolver pre­ocu­pações em torno de questões de pri­vaci­dade dos usuários e para mel­hor mon­i­tora­men­to sobre o que os usuários pub­li­cam na rede social.

Face­book lança novas garan­tias de pri­vaci­dade após ced­er a anun­ciantes
As despe­sas totais no segun­do trimestre subi­ram para US$ 7,4 bil­hões, um cresci­men­to de 50% sobre um ano antes.

Alguns anal­is­tas afir­maram que os prob­le­mas do Face­book não serão facil­mente resolvi­dos. “Difer­ente da Net­flix, cuja que­da de resul­ta­do trimes­tral foi con­sid­er­a­da como tem­porária, vemos aqui uma evolução na história, emb­o­ra uma parte dela já esperá­va­mos”, disse Daniel Salmon, anal­ista da BMO Cap­i­tal Mar­kets.

Out­ros, porém, avaliaram que a ênfase do Face­book em con­teú­do de maior enga­ja­men­to e con­teú­dos pro­mo­cionais no históri­co de notí­cias dos usuários vai apoiar a recei­ta da com­pan­hia no lon­go pra­zo.

Entra­da de usuários desaceler­ou
O cresci­men­to de novos usuários ativos do prin­ci­pal aplica­ti­vo do Face­book desaceler­ou para 11% no segun­do trimestre, ante 13% no primeiro trimestre.

“Nos­sas taxas de cresci­men­to de receitas totais vai con­tin­uar a desacel­er­ar no segun­do semes­tre e esper­amos que a taxa de expan­são de nos­so fat­u­ra­men­to caia para um dígi­to alto no ter­ceiro e quar­to trimestres”, disse na quar­ta-feira o vice-pres­i­dente finan­ceiro da rede social, David Wehn­er.

O cresci­men­to nos usuários diários do Face­book caiu em seis trimestres con­sec­u­tivos, atingin­do 1,47 bil­hão no segun­do trimestre ante 1,23 bil­hão no final de 2016.

Insta­gram, What­sapp e Mes­sen­ger
Enquan­to isso, o Insta­gram avançou para 1 bil­hão de usuários men­sais ante 600 mil­hões no final de 2016. Já os dois aplica­tivos de men­sagens do Face­book, What­sApp e Mes­sen­ger, tiver­am cada um mais de 1 bil­hão de usuários men­sais no segun­do trimestre.

Cer­ca de 2,5 bil­hões de pes­soas usam pelo menos um dos aplica­tivos da com­pan­hia a cada mês, infor­maram exec­u­tivos do Face­book a anal­is­tas.

O Insta­gram dev­erá ser respon­sáv­el por 18% da recei­ta do Face­book este ano e 23 por cen­to em 2019, segun­do a empre­sa de pesquisa de mer­ca­do EMar­keter.

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