Entenda como funcionam os aspiradores-robô alimentados com AI

Entenda como funcionam os aspiradores-robô alimentados com AI

Os aspi­radores-robô estão na moda, mas eles ain­da ger­am dúvi­das como: “como o aspi­rador com­puta­doriza­do sabe onde já limpou?”, “Como ele sabe quan­do ter­mi­nou o serviço?” ou “Por que alguns pare­cem limpar de maneira orde­na­da, enquan­to out­ros seguem um cam­in­ho des­or­de­na­do?”. As respostas não são tão com­pli­cadas: exis­tem, basi­ca­mente, duas maneiras de um robôz­in­ho aspi­rador per­cor­rer uma casa.

Para real­mente limpar um cômo­do, ele pre­cisa mover-se livre­mente pelo espaço. Para isso, eles usam vários sen­sores que detec­tam obstácu­los e out­ros peri­gos, medem até onde já andaram e desco­brir novas áreas. Ess­es sen­sores ati­vam com­por­ta­men­tos pro­gra­ma­dos que deter­mi­nam como o robô responde.

Quais sen­sores um robô aspi­rador usa e como eles fun­cionam podem vari­ar de acor­do com o fab­ri­cante e mod­e­lo, mas estes são comuns a todos:

Sen­sores de obstácu­los: Do pon­to de vista aspi­rador com AI, a casa é uma pista de obstácu­los com per­nas de cadeira, mesas de cen­tro, sofás, entre out­ros.

Sen­sores local­iza­dos insta­l­a­dos sobre ou per­to dos pára-choques do aspi­rador per­mitem que ele passe por essas obstruções sem se tornar mais lento. Quan­do o amorte­cedor percebe um obje­to, o sen­sor é aciona­do e o robô muda de rota até encon­trar um cam­in­ho claro. A direção é deter­mi­na­da por onde o pára-choque faz con­ta­to. Se o robô for atingi­do do lado esquer­do, ele geral­mente girará para a dire­i­ta.

Mas manobrar em torno de obje­tos pode, muitas vezes, deixar partes do piso sujas. Para min­i­mizar isso, alguns fab­ri­cantes ado­tam difer­entes abor­da­gens para os obstácu­los. Um iRo­bot Room­ba, por exem­p­lo, desacel­era quan­do se aprox­i­ma de um obstácu­lo.

“A van­tagem do Room­ba é que tocamos obje­tos suave­mente, porque ele pode empurrar obje­tos macios, como corti­nas e saias de cama”, disse Ken Bazy­dola, dire­tor de geren­ci­a­men­to de pro­du­tos da iRo­bot.

Sen­sores de abis­mo: Escadas são um dos maiores peri­gos, já que uma que­da pode­ria dan­i­ficar o robô ou alguém que este­ja no cam­in­ho. Por causa dis­so, os sen­sores são um req­ui­si­to de segu­rança em todos os aspi­radores de robô. Eles medem a dis­tân­cia até o chão envian­do con­stan­te­mente sinais infraver­mel­hos à sua super­fí­cie. Se os sinais não se recu­per­arem ime­di­ata­mente, o robô supõe que atingiu uma esca­da ou algum out­ro “pen­has­co” e mudará de direção.

Sen­sores de parede: eles aju­dam a detec­tar pare­des, nova­mente usan­do luz infraver­mel­ha, para que pos­sam segui-las. Isso per­mite que eles limpem o rodapé. Em mod­e­los com capaci­dades de mapea­men­to, os sen­sores de parede tam­bém podem aju­dar o robô a seguir por por­tas aber­tas e a desco­brir novas áreas a serem limpas.

Sen­sores de roda: o aspi­rador usa sen­sores de luz para medir a rotação da roda. Assim, pode, pode cal­cu­lar até onde já andou. Antes, os aspi­radores fun­cionavam com o sen­sor de nave­g­ação. Mas, atual­mente, ele está lim­i­ta­do aos mod­e­los mais sim­ples porque, emb­o­ra fun­cione bem, ele não é exata­mente efi­ciente. Como os robôs reagem à entra­da sen­so­r­i­al, eles ten­dem a tatear por meio de uma sala, aspi­ran­do em cam­in­hos aleatórios.

Para obter uma cober­tu­ra com­ple­ta e limpar todas as áreas, pelo menos uma vez, elas pas­sam em uma sala a qual­quer momen­to, con­forme a duração da bate­ria per­mi­tir. Em alguns testes, isso geral­mente sig­nifi­ca­va tem­pos de aspi­ração mais lon­gos e, no caso de salas maiores, limpeza irreg­u­lar, já que algu­mas áreas rece­bi­am mais atenção do que out­ras.

A magia do mapea­men­to

Os robôs mais recentes e de mel­hor qual­i­dade incluem sis­temas de nave­g­ação automáti­ca que usam a tec­nolo­gia de mapea­men­to. Cada fab­ri­cante imple­men­ta sua própria rotação par­tic­u­lar no mapea­men­to, mas eles são con­struí­dos de acor­do com dois méto­dos ligeira­mente difer­entes. Um usa uma câmera dig­i­tal a bor­do para tirar fotos de pare­des, tetos, por­tas, móveis e out­ros obje­tos. É o caso, por exem­p­lo, da série 900 do Room­ba e nos Power­bots da Sam­sung.

O out­ro méto­do, empre­ga­do em aspi­radores como a série Bot­vac de Neato, usa um laser rangefind­er (tam­bém chama­do de LIDAR – Light Detec­tion and Rang­ing) que mede a dis­tân­cia até obje­tos no cam­in­ho.

Em ambos os casos, o robô usa os dados cole­ta­dos em com­bi­nação com infor­mações de seus out­ros sen­sores para con­stru­ir grad­ual­mente um mapa da sala durante as primeiras limpezas. Com o mapea­men­to, o robô traça a rota mais efi­ciente e é por isso que os mod­e­los com o sis­tema pare­cem se mover em lin­has retas mais orde­nadas do que aque­les sem o mapea­men­to. Ele tam­bém per­mite que o aspi­rador se local­ize e, se a bate­ria estiv­er baixa, ele poderá retornar ao encaixe para recar­regar e, em segui­da, con­tin­uar de onde parou.

A tec­nolo­gia tam­bém tem defeitos. Os aspi­radores de mapea­men­to de câmera podem ter difi­cul­dades e se perder em ambi­entes com pou­ca luz. Pare­des escuras podem inter­ferir nos sinais de laser dos mod­e­los LIDAR e espel­hos per­to do chão podem levá-los a pen­sar que uma sala é maior do que é.

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