Microchip simulador de ressonância magnética pode ajudar a diagnosticar e tratar doenças com precisão

Microchip simulador de ressonância magnética

Os pesquisadores da Caltech desenvolveram um microchip estilo “Viagem fantástica” que poderá no futuro ser ingeridos como “pílulas inteligentes” para diagnosticar e tratar doenças.

Chamados de ATOMS (transmissores endereçáveis operados como rotações magnéticas), estes microchips poderão um dia monitorar o trato gastrointestinal, o sangue e até mesmo os cérebros dos pacientes, medindo fatores que indicam problemas de saúde – como também seu pH, temperatura, pressão e taxa de glicose no sangue.

Uma matéria publicada na edição de setembro da revista Nature Biomedical Engineering descreve como funciona o novo dispositivo criado pelo cientista Manuel Monge, que agora trabalha na nova empresa Neuneink de Elon Musk. Leia Mais

Sua empresa está preparada para o futuro do trabalho?

futuro do trabalho

Em entrevista exclusiva, Silvio Meira, especialista em Tecnologia da informação e inovação, projeta a profunda mudança pela qual a organização do trabalho, os profissionais, as empresas e as cidades devem passar nos próximos anos.

 

Quanto tempo o leitor leva no transporte entre sua casa e o trabalho? Se for de 10 a 15 minutos, é saudável. Se chegar a algo entre 40 e 90 minutos, trata-se de um quadro doentio. E se sua resposta for “não sei, varia muito”, como já ocorre em São Paulo e começa a ocorrer em cidades como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife e Brasília, o caso é terminal. Pior que isso, só se você já estiver conformado com a situação, achando-a “natural”.

Vivemos, cada vez mais, em uma sociedade de serviços, em que a moeda é o tempo das pessoas. Se, em um dia de 16 horas “líquidas”, três se comprometem no trânsito, isso precisa ser encarado, microeconomicamente, como um custo de transação intolerável. Também não é pagável do ponto de vista da macroeconomia, uma vez que os danos ao meio ambiente decorrentes
comprometem a produção e o consumo no longo prazo. E, se a vida humana dura cerca de 100 anos, tal desperdício é inaceitável. Isso já está sendo percebido, tanto que 57% dos moradores de São Paulo querem deixar a cidade, segundo pesquisa recente, e não é por considerá-la “horrível”.

O cenário decorre de um descompasso. Temos um modo de trabalho organizado nos moldes industriais, mas nossa economia deixou de se basear na indústria. E ele se repete no mundo todo, ainda que seja mais agudo em países como o Brasil, que têm um modelo de mobilidade urbana pré-moderno (porque as âncoras do sistema de transporte não são todas conectadas, como seriam, por exemplo, se um metrô ligasse o aeroporto ao centro da cidade) e cuja taxa de crescimento demográfico ainda é elevada –em 2025, estima-se que o número de habitantes da Grande São Paulo salte de 16 milhões para 25 milhões, acompanhando um PIB de quase US$ 1 trilhão. Leia Mais