Os 24 slides mais importantes do Internet Trends 2017, comentados.

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O Internet Trends, o mais importante relatório anual sobre internet, publicado pela consultoria Kleiner Perkins e organizado por Mary Meeker, é um robusto documento, completíssimo. O deste ano, veio com 355 slides. Fiz uma leitura cuidadosa e organizei aqui um resumo pra quem não vai ter tempo de ler tudo, com os 24 slides que mais me chamaram a atenção, comentados.

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O investimento em mídia digital passou pela primeira vez na história o investimento em TV no ano passado.

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Vejam como a divisão do investimento em publicidade nos EUA segue exatamente o tempo que as pessoas dedicam em cada meio e como há um discrepância em mídia impressa (print) e como o investimento em mobile deve crescer nos próximos anos. Seguindo essa lógica, será que o investimento em print vai continuar a diminuir?

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O uso de publicidade em dispositivos móveis para levar pessoas a lojas físicas cresceu 5x no último ano e já acumula mais de 5 bilhões de visitas monitoradas. Anúncios em mobile que levam para lojas ‘de verdade’ são uma tendência fortíssima.

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Imagens reais, criadas por pessoas de verdade e usadas por marcas, convertem quase 7 vezes mais do que aquelas ‘bonitinhas’, mas com caras mais artificiais.

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Google Lens, a nova tecnologia que o Google está disponibilizando, vai unir informações de busca sobre imagens captadas pela câmera do celular. Isso vai acelerar de forma inimaginável o processo de integração de dados com o mundo físico.

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Quem tem criança pequena em casa e usa assistentes com voz, já viu que elas não querem saber de outra vida. Os adultos podem achar estranho falar com assistentes virtuais, mas as crianças não. E a velocidade com que os assisntentes estão chegando às casas das pessoas vai mudar a realidade em pouco tempo.

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O que é um anúncio e o que é um conteúdo amador e o que ajuda a converter em vendas, cada vez tem menos separação, seja pelo formato, seja pela plataforma.

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Enquanto há um recorde de lojas físicas fechando nos Estados Unidos, há toda uma nova geração de lojas chegando. Talvez o problema não seja a loja física, mas o modelo ultrapassado de experiência de compra. Vem aí uma nova revolução no ponto de venda.

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Com cada vez mais serviços por assinatura pra gente gerenciar, as lojas de assinaturas estão chegando, como esta oferecida pela Amazon, onde é possível resolver tudo em um único lugar.

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É isso mesmo que você leu: 1/3 da população mundial joga games! E veja o crescimento desde 1995.
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A evolução de 45 anos de games em uma só tela. Desde os jogos solitários na sala de casa, até os ambientes online com milhões de pessoas conectadas.

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Este é um dado bastante comentado, mas aqui colocado em gráfico. A média de idade dos gamers nos EUA é de 35 anos. A MÉDIA. Ao contrário do que se pode pensar, games não são uma coisa de criança. E podemos assumir que Brasil esta média não deve ser muito diferente.

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Quando os games influenciam a realidade. A transmissão dos jogos mudou em função dos ângulos de câmera colocados nos games ao longo dos anos. Os games cada vez mais se parecem com a realidade, mas a realidade imita os games também.

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E o tempo dedicado aos games no mobile, só aumenta. Cresceu 33% nos últimos dois anos!

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Veja que bacana. Os games baseados em dados de jogadores e times de verdade, tem previsto a realidade em impressionantes 71% das vezes nos últimos 13 anos. Tem sido possível prever não só os finalistas, mas os vencedores do Super Bowl desde 2004.

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A partir dos anos 2000, com o aparecimento do MP3, a indústria da música só viu sua receita diminuir ano a ano, no que parecia ser o seu fim. A partir da chegada dos serviços de streaming, a queda é interrompida e vê em 2015 uma recuperação pela primeira vez em 15 anos. Não se sabe se vai ser possível voltar aos patamares iniciais, mas o sinal é positivo.

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O cenário para o mercado musical parece positivo, em especial quando olhamos no detalhe os números de usuários e receita do Spotify, o principal serviço de assinatura de música do mundo.

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E falando em serviços por assinatura, o relatório não podia deixar de lado uma análise sobre o Netflix. Veja os números de audiência das principais redes americanas num comparativo de 2010/11 com 2015/16. Atenção para o crescimento do Netflix neste período, praticamente TODAS as outras redes diminuíram.

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E um gráfico mostrando o crescimento do Netflix desde a sua fundação em 1999. Sim, o Netflix já existe há 18 anos. Veja que ele sempre cresceu bem, mas a curva ganha uma inflexão maior a partir do momento em que ele se torna o serviço de streaming. E continua numa ascendente impressionante.

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Esse gráfico chama a atenção pelo share do mercado de home entertainment nos EUA, onde o Netflix chegou a mais de 30% de share em menos de 10 anos.

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Este talvez seja o slide mais importante de toda a apresentação, na minha opinião.
Esta tela resume bem o terror de todas as empresas mais tradicionais, que têm tido dificuldade de se renovar em função do tamanho de sua estrutura e seus legados. Os serviços de assinatura tem ganhado um espaço absurdo por agradar muito mais os usuários, com qualidades diretamente ligadas à experiência de uso.

Isso mostra o quão ameaçadas estão as grandes estruturas e a importância do design de serviço e de experiência para todos os negócios, sejam eles serviços de assinatura de conteúdo, lojas físicas, bancos, telecoms, autos. A lógica vai ser a mesma em todas as indústrias.

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E este é o gráfico mais aterrorizante. Veja o crescimento do uso de spam para fins maléficos nos últimos dois anos. É assustador e estamos só começando a viver uma era de enormes problemas de segurança digital.

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Como dizem os americanos, “goes without saying”, mas se alguém ainda tinha alguma dúvida da relevâncias das empresas de tecnologia, aí está a lista das 20 maiores empresas americanas em valor de mercado. As top 5 são de tecnologia e 40% das 20 maiores também.

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Este último gráfico tem menos a ver com o mundo digital e a internet, mas me agrada particularmente, porque sou um otimista convicto e sempre digo que o mundo está melhorando numa perspectiva histórica. Quando olhamos o que está acontecendo à nossa volta não conseguimos acreditar, mas quando olhamos estes gráficos dos últimos 200 anos, vemos o quanto estamos avançando enquanto humanidade.

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