Novo Firefox impedirá acesso a bateria do computador

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A versão 52 do navegador Firefox deve instituir um bloqueio nas funções que permitem que sites acessem informações sobre a bateria do computador. O objetivo é impedir que sites utilizem as informações de bateria para rastrear usuários depois que pesquisadores belgas e franceses demonstraram um problema de privacidade no recurso. Ainda não foi definido se a mudança é definitiva. O lançamento da versão 52 está previsto para março de 2017.

A possibilidade de acessar informações sobre a bateria do aparelho surgiu com a criação da “Battery Status API”, uma norma recente do W3C, órgão que gerencia os padrões da web seguidos pelos navegadores. O objetivo é permitir que sites saibam se o usuário está conectado a partir de um dispositivo com restrições de energia para que funções recorrentes ou mais pesadas, que consomem mais energia, sejam evitadas.

Mas um estudo publicado pelos pesquisadores Lukasz Olejnik, Gunes Acar, Claude Castelluccia, e Claudia Diaz demonstrou que, em alguns sistemas, é possível obter uma leitura de altíssima precisão da capacidade da bateria. Essa informação é útil para rastrear acessos de um mesmo computador em um curto espaço de tempo.

Na prática, o recurso poderia ser usado para reinstituir os “cookies de identificação” ou burlar a proteção oferecida pelo “modo anônimo” do navegador, já que o site ainda saberia que se trata do mesmo usuário que acessou a página anteriormente. Segundo um estudo de pesquisadores de Princeton, nos Estados Unidos, essa prática já está em uso na web, embora ainda seja rara.

Por enquanto, os desenvolvedores do Firefox acreditam que não vale a pena manter esse recurso no navegador.

O caso estudado pelos pesquisadores se restringe ao Firefox em alguns computadores com sistema operacional Linux, mas desenvolvedores do Webkit, a base usada por navegadores como Opera, Chrome e Safari, também estão avaliando a remoção completa do recurso e podem seguir a mesma decisão da Mozilla.

Se o recurso for mesmo removido do Webkit e não for reinstaurado no Blink (a modificação do Webkit mantida pelo Google e usada pelo Chrome), praticamente nenhum navegador vai ter o “Battery Status API”. O Edge, da Microsoft, ainda não tem o recurso.

Fonte: G1

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