NASA encontra novas evidências de que Marte abrigou vida no passado

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A medida que o robô Curiosity da NASA avança em sua missão de explorar Marte, mais a agência espacial americana coleta pistas de que o planeta vermelho já foi capaz de abrigar vida microbiana há bilhões de anos.

Nessa semana, a agência informou que o rover espacial encontrou boro pela primeira vez. Segundo cientistas, a presença dele no planeta é especificamente emocionante tendo em vista que o mineral é muito solúvel em água. Tipicamente, o elemento é encontrado em lugares onde a água evaporou, deixando-o para trás. Na Terra, ele é associado com regiões áridas de onde grandes quantidades de água evaporaram, como o Vale da Morte, no deserto de Mojave, na Califórnia.

Em Marte desde 2012, o rover pousou em uma área chamada Cratera Gale, onde descobriu matéria orgânica e um antigo riacho. As descobertas levantaram a hipótese de Marte ter sido habitável em algum momento, tendo em vista que a água é um ingrediente vital para a vida na Terra como a conhecemos.

Munido de instrumentos que são capazes de perfurar rochas marcianas, o Curiosity coleta amostras que têm mostrado aos cientistas a presença de mineiras e texturas diferentes no planeta vermelho. Tais exemplos ajudam pesquisadores a montarem um quebra-cabeça de como a água subterrânea antiga interagiu com rochas e mudou ao longo do tempo.

Atualmente, o rover se encontra no Monte Sharp e é lá que ele encontrou o boro dentro de suas “veias”. Estas veias são rachaduras nas rochas marcianas que são preenchidas com produtos químicos. Pensa-se que essas substâncias químicas costumavam circular dentro de antigas águas subterrâneas em Marte. Quando a água subterrânea eventualmente evapora, os produtos químicos ficam nas fissuras.

A hipótese é que costumava haver um lago na cratera Gale, onde o boro ficou preso debaixo de suas rochas. Eventualmente, esse lago recuou sob as rochas como água subterrânea. E aquela água subterrânea tinha a química certa que lhe permitia extrair o boro das rochas e depositá-lo nas fissuras de Gale.

Se isso for verdade, significa que a água subterrânea pode ter sido particularmente habitável em alguma ocasião. Não apenas se encontrava em estado líquido, mas provavelmente estava quente e não muito ácida para dissolver o boro. Assim mesmo bactérias poderiam ter vivido nessas águas.  O boro é elemento formador do ácido ribonucleico, ou RNA, presente em todas as células vivas na Terra.

Vale ressaltar que a NASA ainda não encontrou um sinal direto da vida antiga em Marte. Porém, a evidência de um sistema de águas subterrâneas estende potencialmente o período de tempo em que o planeta poderia ter sido habitável e as probabilidade que a vida se formou lá um dia.

Fonte: IDGNow!

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