NASA descobre sete exoplanetas com características semelhantes à Terra

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Astrônomos descobriram sete exoplanetas orbitando a mesma estrela a 40 anos luz do Sol, de acordo com estudo publicado nesta quarta-feira (22/02) na Nature.

A descoberta fora do nosso sistema solar é rara uma vez que os planetas encontrados possuem tamanho semelhante a Terra, além de estarem em uma zona temperada, com temperatura entre 0 °C e 100 °C.

Os sete exoplanetas foram encontrados ao redor da estrela anã TRAPPIST-1, localizada na constelação de Aquário. Essa estrela é mais fria e vermelha que o Sol, um tipo muito comum na Via Láctea.

Estimativas de suas massas também indicam que se tratam de planetas rochosos e três deles se encontram na zona habitável da estrela, conhecida como TRAPPIST-1e, f e g, e podem possuir oceanos em suas superfícies.

Os sete planetas descobertos foram chamados de b, c, d, e, f, g e h. O trânsito do planeta h, mais longe da estrela anã, só foi visto pelo telescópio da NASA uma vez.

O planeta “b” precisa de 1,5 dia da Terra para completar a órbita do TRAPPIST-1. Já os planetas “g” e “b” são cerca de 10% maiores que a Terra, enquanto os “d” e o “h” são 25% menores que o nosso planeta.

Os pesquisadores acreditam que o TRAPPIST-1f, em particular, pode ser o melhor candidato para abrigar a vida. Ele seria mais gelado que a Terra, mas poderia ser apropriado para suportar a vida se possuir a atmosfera certa e gases de efeito estufa suficientes.

“Esta é a primeira vez que tantas planetas desse tipo são encontrados ao redor da mesma estrela”, disse Michaël Gillon, autor do estudo e astrônomo na Universidade de Liège, na Bélgica.

Gillon já havia relatado em maio de 2016 a existência de três destes exoplanetas que transitavam ao redor da TRAPPIST-1.

Desde então, os pesquisadores passaram a monitorar mais a fundo a estrela anã a partir do solo, com o Telescópio Liverpool, e do espaço, com a ajuda de equipamentos da NASA.

Segundo a agência espacial americana, todos orbitam a uma distância que possibilita a existência de água líquida em algum ponto de sua superfície, o que abre a possibilidade para que o sistema tenha condições de abrigar vida.

O grupo de astrônomos disse, entretanto, que observações adicionais são necessárias para afirmar com mais certeza quais são as propriedades de cada um desses novos planetas.

Fonte: IDGNow!

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