Micro, mini ou nano? Qual é o chip de seu celular

Micro, mini e Nano
A close up picture of one mini-sim, one micro-sim and one nano-sim.

O cartão SIM, sigla de Subscriber Identity Module (Módulo de Identificação do Assinante, em português), é um pequeno chip que mudou a maneira como consumimos produtos e serviços de telefonia móvel. Graças a ele, nós podemos trocar de dispositivo e continuar a usar o mesmo número de celular e pacote de serviço.

Antes, quando trocávamos de aparelho, era necessário conhecimento técnico para configurar a linha de um novo celular na rede. Hoje, basta tirar o chip de um e colocar em outro. Além disso, cada aparelho tinha apenas uma linha, diferentemente do que acontece agora com smartphones dual chip, que podem ter dois números de telefone diferentes.

O SIM identifica o usuário e é responsável pela criptografia das chamadas, que dificulta a quebra de privacidade, e por memorizar informações referentes ao número do assinante. Atualmente, existem três tipos de SIMs distintos no mercado: mini-SIM, micro-SIM e nano-SIM. Os três têm a mesma função mas tamanhos diferentes.

Micro, mini e nano

O maior e mais antigo deles é o mini-SIM (25mm x 15mm x 0.76 mm), ou 2FF, que ainda está presente em muitos smartphones. O micro-SIM (15mm x 12mm x 0.76 mm), ou 3FF, surgiu com o iPhone 4, da Apple, e reduziu o tamanho do material que fica em torno do chip. Por fim, no nano-SIM (12,3mm x 8,8mm x 0.67mm), ou 4FF, praticamente só restou o chip, sem os excessos laterais.

No início da comercialização do micro-SIM, principalmente quando as operadoras brasileiras ainda não o comercializavam, muitos optaram por cortar um mini-SIM com tesouras, estiletes ou alicates para transformá-lo num micro. Essa prática ainda é comum, apesar de não ser recomendada pelas operadoras. A adaptação é possível, pois eles são compatíveis, o que muda é apenas o corpo de plástico que envolve o chip.

Assim, surgiram até alicates cortadores (entre R$ 15 e R$ 30) para facilitar a tarefa, e moldes (gabaritos) em papel para riscar o chip na medida correta e depois cortá-lo. Isso não é apenas um “jeitinho brasileiro”: muitos países apelam para essa gambiarra.

Da mesma forma, podemos cortar um micro-SIM e transformá-lo em um nano-SIM. A adaptação, no entanto, requer um pouco mais de sutileza, pois o corte é rente ao chip. O nano também é mais fino (0.67mm) que seus antecessores (0.76 mm). Por isso, o ajuste de tamanho pode não funcionar.

Para realizar o processo inverso, ou seja, transformar um chip menor em um maior, é necessário o uso de adaptadores, que normalmente custam até R$ 10. Esses adaptadores são molduras de plástico que acomodam um chip. Quem compra um dispositivo novo deve ficar atento ao padrão de chip e solicitar um SIM adequado para sua operadora de telefonia.

Fonte: UOL

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