Menor e mais barato Moto G Plus tenta barrar concorrência

 

A linha mais vendida no Brasil ganhou um banho de loja e ainda manteve o preço do modelo anterior — R$ 1.499. Apesar de mais alta que o desejado pelo público, essa faixa de preço é hoje uma das mais competitivas do mercado.

O novo Moto G5 Plus provavelmente será mais lembrado pelo salto qualitativo na aparência e formato. Os Moto G4 Plus são meio quadradões e muito grandes. O G5 Plus ficou mais arredondado e menor: três centímetros a menos na altura.e dois no comprimento, o que o torna mais confortável de manusear. Ainda um pouco grande para mãos pequenas, mas é uma melhoria.

Agora o corpo do G5 Plus é de metal, material mais resistente e mais elegante que o plástico do antecessor. Mas essa mudança pode deixar saudades nos fãs dos antigos Moto G.

Afinal, agora não é mais possível trocar a cor da parte traseira; o modelo atual só tem duas cores, ouro e platinum. Além disso, para colocar o chip telefônico, será necessário uma pecinha que abre uma bandeja para os cartões SIM, algo já usado em modelos mais caros.

A tela também melhorou, pois está com mais brilho que a anterior. Em um primeiro momento, dá a impressão de que ganhou a tecnologia Super Amoled, lembrando muito as telas dos celulares da Samsung, mas, na verdade, manteve o LCD mesmo. Apesar de ter ficado um pouco menor –eram 5,5 polegadas em 2016, agora são 5,2– é grande o bastante para qualquer aplicação no celular. Você não vai sentir falta das 0,3 polegadas.

Sobre reprodução de áudio, tudo apenas ok, mas com destaque negativo para os fones de baixo volume e que escorregam facilmente do ouvido.

No desempenho, o processador é agora o Snapdragon 625, o mesmo usado no Moto Z Play. A CPU nova é um tanto melhor que o Snapdragon 617 do ano passado; a velocidade máxima cresceu de 1,5 GHz para 2,0 GHz entre os dois chips. Já a memória RAM e a interna mantiveram-se em 2 GB e 32 GB (aceita cartão MicroSD), respectivamente, as mesmas especificações do Moto G4 Plus.

Com esse conjunto, o celular esquenta de leve em momentos de uso moderado ou intenso, ao navegar na internet ou fazer vídeos na câmera por um tempo longo– mas não tivemos travamentos e tudo flui muito bem em apps como Facebook, WhatsApp, Instagram e até games com gráficos pesados.

No teste Geekbench 4, marcou 805 pontos no núcleo simples e 3.847 no multicore. Nesse último ele ganha até do top de linha Galaxy S7 edge (na versão com o processador Snapdragon 820; o modelo com o Exynos 8890 é superior).

O que permaneceu (quase) igual

A partir daqui, vimos mais do mesmo. A linha Moto G ainda segue a filosofia Android-quase-puro da Lenovo/Motorola, com um sistema operacional 7.0 Nougat cuja maior modificação é a ausência da gaveta de aplicativos –aquele ícone circular que fica no pé da tela principal e que mostram todos os apps instalados no celular.

Mas só o ícone sumiu: a área de apps ainda esta lá, acessível por um deslizar de baixo para cima na página principal —algo similar ao Android 7.1 usado exclusivamente no Google Pixel.

O app “Moto” ainda reúne a maior parte da personalização da Motorola: as Moto Ações, no qual você gesticula para ativar mais rápido certos recursos do aparelho, como chacoalhar duas vezes para a lanterna (o flash traseiro aceso), girar duas vezes para a câmera, e mexer com o polegar para reduzir a área útil da tela para que tudo nela fique ao alcance do seu polegar.

Sensor inteligente

A ação nova mais interessante é realizada com o sensor de digitais com o objetivo de ganhar um pouco de tela: ele retira os três botões digitais de navegação do Android no pé da tela –o voltar, home e multijanelas– e esses comandos podem ser realizados no sensor, deslizando para os lados esquerdo (voltar), direito (multijanelas) e clicando no centro (home).

Essa novidade causa um estranhamento inicial, mas você se acostuma logo. Por outro lado, também não é nada de mais: o ganho extra de tela nem faz tanta diferença assim. Para ficar ainda nos recursos extras, agora o modelo traz TV digital, que no ano passado só havia no Moto G4 comum.

 

Fonte: UOL

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