Google e Facebook são contra sites de notícias falsas

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Google revelou que vai mudar sua política de uso do AdSense para evitar que publicidade distribuída por sua rede seja utilizada por sites com notícias falsas. Na mesma linha, o Facebook anunciou na segunda-feira que atualizou a política de uso da rede Audience Network, que distribui publicidade online em sites e aplicativos móveis, para explicitamente evitar notícias falsas.

As empresas, obviamente, acreditam que ao cortar fluxo de receita desses sites com anúncios podem contribuir para fazê-los desaparecer.

“De acordo com a política da Audience Network, nós não integramos ou exibimos publicidade em apps ou sites que exibam conteúdo ilegal ou enganoso, incluindo notícias falsas”, anunciou a empresa em uma declaração pública. A rede social diz que sua equipe vai continuar a acompanhar de perto os publishers, vetando sites e assegurando-se de que os outros trabalhem dentro das regras.

“Nada é verdade”

As duas empresas correram para apagar um incêndio que ganha proporções cada vez mais preocupantes: o da distribuição de notícias falsas em sites e nas páginas de redes sociais, feitas muitas vezes com o objetivo direto de prejudicar empresas, pessoas ou eventos públicos.

O problema ganhou mais destaque após as recentes eleições presidenciais norte-americanas, em que diversos críticos e pesquisadores apontaram empresas como Twitter e Facebook como culpadas de ter influenciado o resultado das eleições por conta de distribuição de conteúdo falso.

A confusão não vai acabar com medidas coercitivas como as anunciadas esta semana, garantem analistas e especialistas em internet. Primeiro porque separar notícias “falsas e verdadeiras” não é uma coisa fácil, segundo admitiu o próprio Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, em um post sobre o problema das eleições dos EUA. Segundo, porque o monitoramento dos sites de internet pela Google e Facebook e a aplicações de penalidades poderia dar a essas duas gigantes da internet ainda mais poder do que já possuem, diz Pranesh Prakash, diretor de políticas no Centro para Sociedade e Internet em Bangalore.

Falso x verdadeiro

Enquanto o Facebook era acusado de ter contribuído para a eleição de Donaldo Trump como presidente dos Estados Unidos por causa da distribuição de notícias falsas, a Google teve seu momento “vergonha alheia” no domingo (13/11) quando uma história falsa afirmando que Donald Trump, teria vencido Hillary Clinton também no número de votos populares, ficou no topo da lista de resultados de algumas buscas no Google. A notícia é falsa pois Hillary venceu com uma diferença de mais de 200 mil votos na votação popular, apesar de ter perdido nos votos do Colégio Eleitoral.

“Estamos trabalhando para atualizar nossa política de publishers para proibir anúncios da rede Google a aparecerem em sites enganadores. Além disso, vamos restringir anúncios em sites cujas páginas não são claras ou são enganadoras quanto à real natureza do publisher, do conteúdo ou do objetivo do site”, escreveu a Google em comunicado.

Mark Zuckerberg chamou de “malucas” as críticas que apontam o news feed do Facebook como tendo influenciado o resultado das eleições nos EUA a favor de Trump. “De todo o conteúdo do Facebook, mais de 99% do que as pessoas veem é autêntico. Só uma parte muito pequena são notícias falsas e boatos”, escreveu Zuckerberg, argumentando que os boatos não eram ligados a um único partido, eventos ou políticos.

Fonte: IDGNow!

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