Facebook quer criar interface cérebro-computador que permitirá que você digite com seus pensamentos

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O Facebook quer ajudar você a digitar de uma forma mais prática e rápida. E o que existiria de mais prático do que ‘penso, logo digito’, certo?

A companhia revelou nesta quarta-feira (19/04) durante sua conferência para desenvolvedores, a F8, que sua divisão de pesquisa Building 8 está trabalhando para criar uma interface cérebro-computador que permitirá, eventualmente, que você digite com os seus pensamentos.

“Especificamente, temos o objetivo de criar um sistema de fala silenciosa capaz de digitar 100 palavras por minuto a partir de comandos do seu cérebro – uma velocidade cinco vezes mais rápida do que você pode digitar em um smartphone hoje”, resumiu o Facebook.

Regina Dugan, ex-diretora do DARPA e ex-líder do Projetos e Tecnologias Avançadas do Google, foi quem anunciou a novidade no palco do F8. Regina é a atual responsável pelo Building 8. Segundo a executiva, a proposta é desenvolver “algo simples como um clique cerebral” que poderia fundamentalmente mudar como nós interagimos e usamos a tecnologia. Em resumo, seria uma espécie de mouse cerebral para a realidade aumentada.

É claro que uma tecnologia com tais pretensões levanta algumas sobrancelhas e certamente preocupações acerca da privacidade – afinal, estamos falando de uma gigante rede social que tem acesso a uma série de dados sobre seus usuários. E o que seria mais íntimo e pessoal que um pensamento?

O Facebook ressaltou que não quer invadir seus pensamentos. Ao invés disso, diz que se trata sobre decodificar as palavras que você já decidiu compartilhar ao enviá-las para o centro do discurso do seu cérebro. Em seu blog, traça uma comparação: “pense como isso: você tira várias fotos e escolhe compartilhar apenas algumas delas. De forma parecida, você tem vários pensamentos e você escolhe compartilhá-los apenas alguns deles.” Soa menos preocupante? Não muito, na verdade.

Mas a rede social de Mark Zuckerberg diz que se trata “de uma forma de se comunicar com a velocidade e flexibilidade da sua voz e com a privacidade da escrita.” Em termos práticos isso se daria através de sensores vestíveis não invasivos, que poderiam ser fabricados em escala. O futuro da comunicação parece ser realmente intrigante e cada vez mais cômodo.

Algo dessa magnitude poderia soar desnecessário à primeira vista. Você pode pensar por que raios você precisa de um capacete que traduz seus pensamentos em palavras escritas. Mas o dispositivo – ainda teórico – do Facebook poderia ser útil para pessoas que possuem dificuldades em se comunicar, como pessoas com paralisia.

Pesquisas como a que o Facebook apresentou hoje já estão em andamento em alguns centros de pesquisa, porém estão limitados a testes clínicos médicos.

 

Fonte: IDGNow!

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