A Amazon vai engolir o varejo tradicional?

O título acima nos faz refletir o quanto a inovação é poderosa, ao mesmo tempo nos faz questionar sobre onde nós pessoas e empresas estamos preparados ou o quanto estamos investindo nesta “preparação” para um futuro repleto desafios e rupturas.

A pouco tempo atrás fui surpreendido com uma manchete nada humilde, mais ou menos assim: “Amazon vai reinventar o supermercado”.

A manchete acompanhava um breve vídeo que mostrava uma solução simples para o fim das filas nos supermercados.

A  ideia de um supermercado sem checkout é simples, porém revolucionária. Nele, o consumidor posiciona o celular em um leitor na entrada do supermercado, pega os produtos desejados e sai da loja sem precisar pegar filas e passar por um caixa.

Nesse modelo de supermercado, a tecnologia monitora os produtos adquiridos pelo consumidor. Se eles forem adicionados à compra do cliente, são computados em uma espécie de carrinho virtual em tempo real e cobrados automaticamente pela Amazon . Sim, a cobrança é feita usando apenas um celular e um leitor. O recibo é enviado para o cliente após a compra.

O novo conceito de supermercado é totalmente baseado em tecnologia, automatização de compra e pagamento. O novo modelo (Amazon.Go) estava previsto para ser lançado no início deste ano e, pelo visto, já tem endereço certo: 2131 7th Ave, Seattle, WA 98121, EUA.

Como esse modelo funciona?

A Amazon explica que esse conceito de supermercado é possível por meio do uso de uma tecnologia que é a mesma usada em carros auto dirigidos: visão por computador, fusão de sensores e aprendizagem profunda.

“Nossa Tecnologia Just Walk Out detecta automaticamente quando os produtos são retirados ou devolvidos às prateleiras e mantém o controle deles em um carrinho virtual. Quando você terminar de comprar, você pode simplesmente sair da loja. Pouco depois, cobraremos sua conta da Amazon e enviaremos um recibo.” 

Eu entenderia se as gigantes do varejo alimentar estivessem testando algo do tipo. Mas, a Amazon…?

Ok, mas quem é Amazon? 

 

A Amazon é uma empresa americana de e-commerce e computação na nuvem, fundada em 5 de julho de 1994 por Jeff Bezos, situada em Seattle, Washington. Ela é a gigante do varejo online. Começou como uma livraria on-line, depois vieram as vendas de DVD’s, Blu-rays, CD’s, além de:

  • Streamings de aúdios;
  • Softwares;
  • Jogos de vídeo;
  • Eletrônicos;
  • Vestuários;
  • Móveis;
  • Alimentos;
  • Brinquedos;
  • Jóias.

Além de uma vasta lista de produtos eletro- eletrônicos, como:

  • Kindles;
  • Fire tablets;
  • Fire TVs;
  • Computadores;
  • Celulares e muito mais…

A Amazon ainda é a maior provedora de serviços de infraestrutura na nuvem do mundo: IaaS (Infrastructure as a Service) e PaaS (Platform as a Service). Isso sem contar a venda de produtos low-end, como cabos USB sob sua marca in-house AmazonBasics.

A mais valiosa no segmento

Em 2015, a Amazon passou o Walmart e tomou o posto de varejista mais valiosa dos Estados Unidos por capitalização de mercado. No terceiro trimestre de 2016, foi eleita a quarta empresa pública mais valiosa.

O Amazon Go não é a primeira iniciativa de venda física da empresa. Em 2007 ela iniciou as operações de venda de alimentos frescos com o AmazonFresh – serviço de entrega que, até 2016, funcionava em 16 supermercados dos EUA. Nele, os clientes compram itens frescos pela internet e recebem em casa no mesmo dia.

Em seguida, a empresa abriu centros de coleta onde os clientes iam buscam os produtos comprados pela internet, mas até então eram os itens frescos. Agora, como vimos no primeiro vídeo deste post, a inciativa se estendeu para outros itens e com mais comodidade: o cliente nem sai do carro para pegar – AmazonFresh Pickup.

No Brasil, por enquanto, o máximo de aproximação que temos de um modelo de venda mais cômodo ao cliente é a entrega das compras feitas via apps ou e-commerce. Algumas redes aderiram ao modelo, muitas ainda não.

Bom, respondendo o título da matéria, podemos concluir que qualquer modelo que insista em permanecer sem investimentos em tecnologia aplicada em automatização, inovação de processos e serviços vai fatalmente ser engolida por uma empresa que investe em inovação.

 

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